Quatro criminosos foram presos em Franca na manhã desta sexta-feira, 31, durante operação Vicário realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Minas Gerais com apoio do Gaeco e da Polícia Militar de Franca.
A operação Vicário foi designada para coibir crimes de organização criminosa de furto, roubo, adulteração de sinais identificadores de veículos, crimes contra a fé pública, lavagem de dinheiro e estelionato.
Foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão em 16 municípios. Passos-MG, Piumhi-MG, Capitólio-MG, Itaú de Minas-MG, Fronteira-MG, Franca-SP, Bebedouro-SP, Bauru-SP, Londrina-PR, Arapongas-PR, Rolândia-PR, Itajaí-SC, Campo Grande-MS, Naviraí-MS, São Luís-MA e Presidente Dutra-MA.
A operação comandada pelo Gaeco Unidade Regional de Passos e pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Passos foi deflagrada com o apoio da Polícia Militar e Polícia Civil de Minas Gerais, Gaeco de Uberaba-MG, Franca, Ribeirão Preto, Bauru, Itajaí-SC, Londrina-PR, Central-MA, Timon-MA e Gaeco-MS. A investigação que desencadeou a Operação Vicário é resultado do intercâmbio de informações e apoio efetivo de todos esses órgãos e da Polícia Civil do Paraná.
Segundo o Gaeco, as investigações, revelou-se a existência de uma organização criminosa com articulação interestadual dedicada a subtração de veículos de luxo com emprego de equipamentos eletrônicos para a codificação de chaves e partida dos motores, posterior clonagem, mediante adulteração da numeração do chassi e de outros sinais identificadores, replicação de placas e transplante de documentos de registro e finalmente, a destinação econômica dos dublês com táticas para dificultar o rastreio documental, despistar o rastreio físico do veículo e conferir aparência lícita nas transações comerciais simuladas.
Ainda segundo o Gaeco uma particularidade da atuação dos criminosos foi o superdimensionamento de seus ganhos com a evolução do modo operante padrão, consistente em subtrair, esquentar e vender veículos no mercado clandestino, para modalidade criminosa bem mais lucrativa, consistente na venda de parte dos veículos clonados por preço de mercado, enganando pessoas de bem.
Foram apurados, um crime de roubo, sete de furto, três de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, três crimes de lavagem de dinheiro, um crime de receptação qualificada, dois crimes de uso de documento público falsificado, três crimes de falsidade ideológica, um crime de falsificação de documento público, dois crimes de estelionato e crime de organização criminosa.
Participaram das diligências 11 Promotores de Justiça, 9 servidores do Ministério Público, 114 policiais militares e 26 policiais civis.